AGOSTO LILÁS

gosto tem uma das lutas mais importantes do calendário e o lilás é a cor para representar essa luta. É hora de proteger a vida das mulheres através da conscientização pelo fim da violência contra a mulher. De janeiro até agosto desse ano, já foram registrados quase 80 feminicídios em Minas Gerais, crimes que atentam contra a vida da mulher. Os delitos são praticados principalmente por aqueles que até então, deveriam ajudar na proteção e defesa da vida da mulher: homens que em sua maioria são companheiros e ex-companheiros motivados por sentimentos de fim do relacionamento , ciúme excessivo ou comportamento que julgam ser ofensivo por parte da mulher, impulsionando os mais hediondos crimes. Não há justificativa para qualquer tipo de crime e é necessário entendermos isso para não julgar a vítima em nenhuma das circunstâncias. Nosso papel como sociedade é compreender quais os sinais que uma criança, adolescente ou mulher, possa sinalizar que exista uma situação de violência.

Lembrando sempre que existem vários tipos de violência que perpassam pela física (agressão direta a mulher ou sua vida), psicológica (manipulação dos fatos, agressões verbais, etc.), violência sexual (quando há violação do corpo ou relações sexuais sem consentimento da mulher), violência econômica (quando há subtração dos bens da mulher) ou violência social (que proíbe o convívio, segregação e outras formas de intolerância). Formas de violência que as mulheres já inseridas nestes contextos têm dificuldade em enxergar. O grande passo para a emancipação desse tipo de situação, é a mulher entender o seu contexto e a partir daí procurar os dispositivos da lei que possam auxiliar no processo de denúncia, que nesse caso é a lei Maria da penha. Ao menor sinal de agressão, qualquer um pode realizar a denúncia através do 180 ou entrar em contato com a polícia (a identidade é mantida em sigilo).

Aqui no Grito, temos o atendimento individual para a mulher que deseja orientação para esse tipo de situação, sendo que todas as informações e atendimentos são sigilosas. Por fim, fica a reflexão que promover cuidado está ao alcance de todos. Mulheres não são seres indefesos e qualquer ato que esteja atentando diretamente contra a sua vida e a dignidade dela, deve ser denunciado.



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